Hoje, amanhã, entretanto vou-me gastando
Em lamúrias e santas comunhões
Distorcendo vãs e puras reflexões
Fruto dos sonhos e imaginações;
Só escrevo o que sinto
E é de pesar o que pressinto
Leve como a brisa do sul
Antecipando tempestade azul,
E as economias tecem nos bolsos,
Teias de mil esforços e ócios,
Luzes opacas no fundo dos poços,
Que torturam antigos negócios....
Se questiono tal barafunda
Engasgada num torpor lúgrebe
É porque sou sujeito, massa oriunda
Deste infinito e macabro cárcere!
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